Está chovendo lagrimas alheias, em meu chão impuro, o céu negro esconde as verdades de nossa visão míope, acho que é meu coração que agora pulsa incrédulo em um Homem que segue passos incertos e vai longe agora. Quem sabe Cristo me dê serenidade e frieza pra ser eu mesmo nessas horas de terror interno?
Hoje, ao sair de casa, vi um mendigo morto na calçada e pensei que seria eu que teria o matado, talvez, se fossemos um pouco mais o menor seria visto não mais como ruim! O cotidiano é muito triste, vou sem saber ao certo, mas vou e vou com medo de ter medo, do que será esse temor? Na noite, em minha cama, solitário, pensei que fossemos iguais hoje, porem o erro é sempre meu e o seu sorriso sempre desconcerta minha cara de bobo. O que eu sou se resume ao agora e tudo que passou eu já fui!
Impunemente sigo o meu fracasso de caminhar esse caminho de espinhos venenosos, a luz talvez esteja no final, espero ser o fim, pois meus pés já não conseguem mais andar por esse campo fúnebre de batalhas épicas que é meu interior. O ponteiro insiste em badalar as horas que não correm, se arrastam contra minha vontade, horas malditas que vão e me deixam aqui sozinho de novo!
Realmente estou triste, mas não mais sinto vontade de rir ou sorrir de suas piadas repetidas e de seu ar de intelectual falso; sinto a vontade das lagrimas e dos gritos que circulam em minhas veias a contrair-me e exaltar-me, sinto essa vontade e me transformo em nada, e nada serei e nada será então. Minha mão nesse papel avulso segue e me corrompe, vai veloz e sem pensar, trás nessas linhas meu eu e não se assuste com esse falso poeta de escrita feia e sem brilho, esse é meu rosto realmente, essas são minhas lagrimas ao molhar essas letras, e essa é minha despedida de um velho ser que fui!
A arma está sobre a mesa, à coragem está brigando com a covardia, as ultimas perguntas e uma revisão geral, a certeza se materializa por completa linda e tentadora, o tremor do inevitável toma conta de mim, meu corpo se enrijece, o suor banha minha face medrosa, vai ser rápido, apontar, uma ultima respirada pra sentir o ar e... Bam!... Sinto meu corpo cair inerte no chão, deveria ter limpado melhor o chão, será que alguém escutou o barulho? Tanto faz, agora minha vista vermelho se apaga e... Dor... Não mais... É o fim!
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