Hoje deixei a beleza de ser único para ser feliz
E da calçada olhar a vida passar tão calma
Pensando que pra perder a tristeza basta sorrir
Mas errei em sentir e te deixar passar
Ate o ultimo grito de folia ou ao começo das lagrimas
Nas cinzas, os confetes no chão, arrastados pela chuva
Refletindo, sereno, o céu turvo e encharcado
Ao final, percebo que não é o sol, são teus olhos
Digno de pena, vago lento por entre esse vale negro
E vejo que é dentro deles que eu posso achar a luz
Mas eu perdi o norte e você também se foi
Talvez meu erro tenha sido ter medo do errado
E da falta de inocência fez-se os meus maus
Na noite vaga, de céu claro, ainda me dói
A rosa pisada no chão simboliza o fim do insano
E tudo volta ao normal, da ressaca a dor de cabeça
Os sonhos voltam a ser apenas sonhos
Continuo aqui, a olhar pra frente e ainda andando
Pois os passos na areia não são meus, mas me lembra
E me faz perguntar: o que agora somos?
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