sexta-feira, 26 de março de 2010

Dos gritos ao insano ( Yan )

Hoje deixei a beleza de ser único para ser feliz

E da calçada olhar a vida passar tão calma

Pensando que pra perder a tristeza basta sorrir

Mas errei em sentir e te deixar passar


Ate o ultimo grito de folia ou ao começo das lagrimas

Nas cinzas, os confetes no chão, arrastados pela chuva

Refletindo, sereno, o céu turvo e encharcado

Ao final, percebo que não é o sol, são teus olhos


Digno de pena, vago lento por entre esse vale negro

E vejo que é dentro deles que eu posso achar a luz

Mas eu perdi o norte e você também se foi

Talvez meu erro tenha sido ter medo do errado

E da falta de inocência fez-se os meus maus

Na noite vaga, de céu claro, ainda me dói


A rosa pisada no chão simboliza o fim do insano

E tudo volta ao normal, da ressaca a dor de cabeça

Os sonhos voltam a ser apenas sonhos

Continuo aqui, a olhar pra frente e ainda andando

Pois os passos na areia não são meus, mas me lembra

E me faz perguntar: o que agora somos?

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